Wednesday, January 31, 2007

Miomas ou fibromiomas uterinos

O MIOMA
Mioma é um tumor benigno do útero que consiste num enovelamento das fibras musculares formando "bolas" no útero. Os miomas, também chamados de fibromas ou leiomiomas, são formações nodulares que se desenvolvem na parede muscular do útero. Um mioma é um tumor que se desenvolve à custa das fibras ou do músculo uterino, sendo habitualmente benigno. Causado, como qualquer outro tumor, por uma proliferação celular anormal que foge ao controlo.
QUEM ATINGE?
Os miomas uterinos são muito freqüentes, mas na maioria da vezes, são muito pequenos e não causam qualquer problema. Entre 20 e 40% das mulheres após os 35 anos tem miomas de tamanho considerável. As pacientes que não engravidaram até esta idade estão mais propensas a desenvolver miomas.
QUE SINTOMAS PODE CAUSAR?
Os sintomas dependem muito da localização e do tamanho do mioma. Dependendo da sua localização, tamanho e quantidade podem ocasionar problemas em algumas mulheres, incluindo dor e sangramentos intensos chamados de menorragias, ou seja, períodos menstruais abundantes, não só em número de dias, como em quantidade de sangue perdido Tipicamente, os sintomas melhoram após a menopausa, quando o nível de hormônios femininos diminui na circulação sangüínea. Entretanto, mulheres que nesta fase utilizam reposição hormonal os sintomas podem continuar a manifestarem-se. O tamanho dos miomas pode variar desde pequeno a grandes formações que simulam uma gravidez de 5 ou 6 meses. Resumindo, os sintomas mais frequentes são:
- Períodos menstruais intensos e prolongados além de sangramentos mensais atípicos, por vezes com coágulos. Com freqüência, isto pode levar a anemia.
- Dor pélvica.
- Pressão pélvica ou sensação de peso.
- Dor nas costas ou pernas.
- Dor nas relações sexuais.
- Sensação de pressão na bexiga com vontade constante de urinar
- Pressão no intestino que leva a constipação ou distensão.
- Crescimento anormal do abdomen inferior.
COMO SÃO DIAGNOSTICADOS?
Os miomas são geralmente diagnosticados durante um exame ginecológico. Seu médico irá realizar um exame pélvico para sentir se o seu útero está aumentado. A presença do mioma é confirmado com um ultra-som de abdome. Também pode ser utilizado a tomografia computadorizada ou a ressonância magnética para confirmar o diagnóstico. Ultra-som, tomografia e ressonância são estudos radiológicos não invasivos e absolutamente indolores.
QUE TIPOS DE MIOMA EXISTEM?
Dependendo da sua localização na parede do útero os miomas agrupam-se em três tipos:
1- os "subserosos" que se localizam na porção mais externa do útero e geralmente crescem para fora. Este tipo de mioma geralmente não afeta o fluxo menstrual, porém, pode tornar-se desconfortável pelo seu tamanho e pressão sobre outros órgãos da pélvis.
2- os "intramurais" que crescem no interior da parede uterina e se expandem fazendo com que o útero aumente seu tamanho acima do normal e deformando as paredes uterinas. São os miomas mais comuns e geralmente provocam um intenso fluxo menstrual, dor pélvica ou sensação de peso.
3- os "submucosos" que se localizam mais profundamente, bem abaixo da capa que reveste a cavidade uterina. São os miomas menos comuns mas provocam intensos e prolongados períodos menstruais.



COMO É TRATADO?
O tratamento depende das circunstâncias específicas de cada mulher: a idade e a necessidade de conservar ou não o útero. Tratando-se de uma mulher jovem que não tem filhos e que pretende manter a sua capacidade reprodutora, é óbvio que lhe é recomendada a miomectomia, com conservação do próprio útero. Se se trata de uma mulher com uma vida familiar constituída, na pré-menopausa, a melhor solução poderá passar pela histerectomia, cirurgia em que lhe é retirado o útero.
PODEM CAUSAR INFERTLIDADE?
Conforme o local em que se instalam, os miomas podem fazer parte do quadro de infertilidade. Os submucosos, por exemplo, podem ser causa de abortamento de repetição. Mas nem sempre a mulher com mioma uterino precisa de tratamento para engravidar. Às vezes, eles são tão pequenos que não atrapalham absolutamente em nada e não provocam sintomas. São revelados geralmente pela ultra-sonografia e demandam o que se chama de tratamento expectante, isto é, o que se limita a observar a evolução do quadro.
Para mais curiosos ficam uns links: miomas.

Friday, January 26, 2007

Osteoporose

A osteoporose é uma diminuição progressiva da densidade dos ossos, a qual os enfraquece e os torna mais passíveis de sofrerem fraturas. Os ossos contêm minerais, como o cálcio e o fósforo, os quais os tornam duros e densos. Para manter a densidade dos ossos, o organismo necessita de um suprimento adequado de cálcio e de outros minerais e deve produzir as quantidades adequadas de vários hormônios, como o paratormônio (hormônio da paratireóide), o hormônio do crescimento, a calcitonina, o estrogênio (nas mulheres) e a testosterona (nos homens).
Além disso, é necessário um suprimento adequado de vitamina D, para que o cálcio oriundo dos alimentos seja absorvido e incorporado aos ossos. A densidade óssea aumenta gradativamente até atingir um máximo, em torno dos 30 anos de idade. Depois disso, a densidade óssea diminui lentamente. Se o organismo não for capaz de regular seu conteúdo mineral, os ossos tornam-se menos densos e mais frágeis, resultando na osteoporose.

Tipos
Existem vários tipos de osteoporose. A osteoporose pós-menopáusica é causada pela falta de estrogênio, o principal hormônio feminino, o qual auxilia na regulação da incorporação do cálcio aos ossos nas mulheres. Geralmente, os sintomas ocorrem em mulheres com idade entre 51 e 75 anos, mas podem ocorrer mais cedo ou mais tarde. Nem todas as mulheres apresentam o mesmo risco de apresentar a osteoporose pós-menopáusica. Por exemplo, as mulheres da raça branca e da raça amarela apresentam maior propensão a apresentar esse distúrbio do que as mulheres da raça negra.
A osteoporose senil provavelmente é decorrente de uma deficiência de cálcio relacionada com a idade e de um desequilíbrio entre a velocidade de degradação do tecido ósseo e a velocidade de formação de osso novo. O termo senil significa apenas que o distúrbio ocorre em indivíduos idosos. Geralmente, a osteoporose senil afecta indivíduos com mais de 70 anos de idade, sendo duas vezes mais comum em mulheres que em homens. Freqüentemente, as mulheres apresentam tanto a osteoporose senil quanto a osteoporose pós-menopáusica. Menos de 5% dos indivíduos com osteoporose apresentam osteoporose secundária, a qual é causada por outras doenças ou por drogas.
A osteoporose secundária pode ser decorrente de distúrbios como a insuficiência renal crônica e distúrbios hormonais (especialmente distúrbios da tireóide, da paratireóide ou das adrenais). Ela também pode ocorrer devido ao uso de drogas, como corticosteróides, barbitúricos, anticonvulsivantes e quantidades excessivas de hormônio tireoidiano. O consumo excessivo de bebidas alcoólicas e o tabagismo podem piorar o quadro. A osteoporose juvenil idiopática é um tipo raro, cuja causa não foi identificada até o presente momento. Ela ocorre em crianças e adultos jovens que apresentam concentrações e funções hormonais normais e concentrações normais de vitaminas e que não apresentam qualquer razão óbvia para apresentar fragilidade óssea.
Fatores de Risco de Osteoporose em Mulheres
Membros da família com osteoporose
Quantidade insuficiente de cálcio na dieta
Estilo de vida sedentário
Raça branca ou amarela
Compleição delgada
Nunca ter engravidado
Uso de determinadas drogas, como corticosteróides e quantidades excessivas de hormônio da tireóide
Menopausa precoce
Tabagismo
Consumo excessivo de bebidas alcoólicas
Sintomas
A densidade óssea diminui lentamente, sobretudo em indivíduos com osteoporose senil. Por isso, na fase inicial, a osteoporose é assintomática (não produz sintomas). Alguns indivíduos jamais apresentam sintomas. Quando a densidade óssea diminui a ponto de causar colapso ou fratura óssea, o indivíduo pode apresentar dor e deformidade óssea. Pode ocorrer dorsalgia (dor nas costas) se o indivíduo sofrer um colapso vertebral (fraturas por esmagamento vertebral).
As vértebras enfraquecidas podem colapsar espontaneamente ou após uma lesão menor. Normalmente, a dor apresenta um início súbito, permanece localizada em uma determinada área das costas e piora quando o indivíduo permanece em pé ou caminha. A área pode ser sensível ao toque, mas, em geral, essa sensibilidade desaparece gradualmente, após algumas semanas ou meses. Se o indivíduo apresentar fraturas de várias vértebras, pode ocorrer a produção de uma curvatura anormal da coluna vertebral (“corcunda de viúva”), provocando distensão muscular e dor.
Outros ossos podem fraturar, freqüentemente em decorrência de sobrecargas leves ou de uma queda. Uma das fraturas mais graves é a do quadril, a qual é uma causa importante de invalidez e de perda de autonomia em indivíduos idosos. A fratura de um dos ossos do antebraço (rádio) perto do punho (fratura de Colles) também é uma ocorrência comum. Além disso, nos indivíduos com osteoporose, as fraturas tendem a consolidar lentamente.
Diagnóstico
Nos indivíduos que apresentam uma fratura, o diagnóstico de osteoporose é baseado em uma combinação dos sintomas, do exame físico e de radiografias. Pode ser necessária a realização de outros exames para se descartar a possibilidade de doenças tratáveis que podem levar à osteoporose. A osteoporose pode ser diagnosticada antes que ocorra uma fratura através de exames que avaliam a densidade óssea.
O exame mais acurado é a densitometria duo-energética. Trata- se de um exame indolor e seguro, o qual pode ser realizado dentro de 5 a 15 minutos. A densitometria duoenergética é útil para as mulheres que apresentam um alto risco de osteoporose, para aquelas cujo diagnóstico é incerto ou para aquelas cujos resultados do tratamento devem ser avaliados com acurácia.
Prevenção e Tratamento
A prevenção é mais eficaz que o tratamento e envolve a manutenção ou o aumento da densidade óssea através do consumo de quantidades adequadas de cálcio, a prática de exercícios com suporte de peso e, para alguns indivíduos, o uso de drogas específicas. O consumo de uma quantidade adequada de cálcio é uma medida eficaz, especialmente antes que a densidade óssea máxima tenha sido atingida (em torno dos 30 anos de idade).
O consumo diário de dois copos de leite e de um suplemento de vitamina D ajuda a aumentar a densidade óssea em mulheres de meia-idade que não vinham recebendo previamente quantidades suficientes desses nutrientes. Entretanto, a maioria das mulheres necessita tomar comprimidos de cálcio. Existem muitas preparações disponíveis e algumas delas incluem uma suplementação de vitamina D. Recomenda-se tomar aproximadamente 1,5 g de cálcio diariamente. Exercícios com suporte de peso, como a marcha e a subida de escadas, aumentam a densidade óssea.
Os exercícios que não envolvem o suporte de peso, como a natação, não o fazem. O estrogênio auxilia na manutenção da densidade óssea nas mulheres. Freqüentemente, ele é administrado em associação com a progesterona. A terapia de reposição estrogênica é mais eficaz quando iniciada quatro ou seis anos após a menopausa. Contudo, o início mais tardio desse tipo de terapia ainda pode retardar a perda óssea e reduzir o risco de fratura. As decisões sobre o uso da terapia de reposição estrogênica são complexas, pois o tratamento pode acarretar riscos e efeitos colaterais.
O raloxifeno é uma nova droga análoga ao estrogênio, que, apesar de ser menos eficaz na prevenção da perda óssea do que o estrogênio, não apresenta os efeitos típicos deste sobre as mamas ou o útero. Os bisfosfonatos, como o alendronato (ver adiante), podem ser utilizados isoladamente ou juntamente com a terapia de reposição hormonal para evitar a osteoporose. O tratamento visa aumentar a densidade óssea. Todas as mulheres, especialmente aquelas com osteoporose, devem tomar quantidades adequadas de cálcio e de vitamina D. As mulheres na pós-menopausa e com osteoporose também podem tomar estrogênio (geralmente associada à progesterona) ou o alendronato, os quais podem retardar ou interromper a progressão da doença. Os bisfosfonatos também são úteis no tratamento da osteoporose.
O alendronato reduz a velocidade de reabsorção óssea em mulheres na pós-menopausa, aumentando a massa óssea na coluna vertebral e nos quadris e reduzindo a incidência de fraturas. No entanto, para se garantir a absorção do alendronato, ele deve ser ingerido com um copo de água ao acordar e não se deve ingerir comida ou bebida nos 30 minutos seguintes. Como o alendronato pode irritar o revestimento do trato gastrointestinal superior, deve ser realizado um repouso de, no mínimo, 30 minutos após a sua ingestão, até que algum alimento seja ingerido.
Determinados indivíduos com dificuldade de deglutição ou que apresentam determinados distúrbios esofágicos ou gástricos não devem utilizar o alendronato. Muitas autoridades recomendam a calcitonina, particularmente para os indivíduos que apresentam fraturas vertebrais dolorosas. Esse medicamento pode ser administrado sob a forma injetável ou de spray nasal. Ainda que os suplementos de fluoreto possam aumentar a densidade óssea, o osso resultante pode ser anormal e frágil e, por essa razão, a sua administração não é recomendada. Estão sendo testadas novas formas de fluoreto que podem não apresentar efeitos adversos no que diz respeito à qualidade do osso.
Os homens com osteoporose geralmente tomam suplementos de cálcio e de vitamina D, especialmente quando os exames indicam que o seu organismo não está absorvendo quantidades adequadas de cálcio. O estrogênio não é benéfico para os homens, mas a terapia de reposição de testosterona pode ser benéfica quando a concentração deste hormônio encontra- se baixa.
As fraturas devidas à osteoporose devem ser tratadas. No caso de fraturas do quadril, geralmente é realizada a substituição cirúrgica parcial ou total quadril. As fraturas do punho são imobilizadas com aparelho gessado ou corrigidas cirurgicamente. No caso do colapso vertebral que acarreta dorsalgia intensa, o tratamento consiste no uso de suportes ortopéticos, de analgésicos e de fisioterapia. No entanto, a dor persiste durante muito tempo. O levantamento de cargas pesadas e quedas podem piorar os sintomas.
Para mais curiosos fica uns links Osteoporose, Ossos.

Wednesday, January 24, 2007

Bulimia nervosa


A bulimia nervosa é uma perturbação caracterizada por episódios recidivantes de apetite voraz seguidos por uma purga (vómitos auto-induzidos ou utilização de laxantes ou diuréticos ou de ambos), regimes rigorosos ou exercício excessivo para contrabalançar os efeitos das refeições abundantes.
Tal como na anorexia nervosa, as pessoas que têm bulimia nervosa são, em geral, mulheres; estão profundamente preocupadas com a sua figura e peso corporal e pertencem a um nível socioeconómico médio e alto. Embora a bulimia nervosa tenha sido considerada como uma epidemia, somente 2 % das mulheres universitárias, consideradas como o grupo de maior risco, são verdadeiramente bulímicas.
Sintomas
A ingestão excessiva (um consumo rápido e compulsivo de quantidades relativamente grandes de comida acompanhado de um sentimento de perda de controlo) é seguida de um intenso sofrimento e da tomada de laxantes, um regime rigoroso e um exercício excessivo. A quantidade de comida consumida de uma vez pode ser bastante grande ou não ser maior que uma refeição normal. O stress emocional desencadeia muitas vezes a ingestão excessiva, que geralmente se faz em segredo. Uma pessoa deverá ter excessos alimentares duas vezes por semana para se diagnosticar bulimia nervosa, mas podem suceder com maior frequência. Embora as pessoas com bulimia exprimam a sua preocupação em ser obesas e algumas o sejam, o seu peso tende a flutuar à volta da normalidade.
Os vómitos auto-induzidos podem causar erosão do esmalte dentário, dilatar as glândulas salivares das maçãs do rosto (glândulas parótidas) e inflamar o esófago. Os vómitos e as purgas podem diminuir os valores de potássio no sangue, provocando ritmos cardíacos anormais. Registaram-se mortes súbitas depois da ingestão repetida de grandes quantidades de ipecacuanha para induzir os vómitos. Em ocasiões raras verificou-se a ruptura gástrica em pessoas que ingeriram quantidades excessivas de alimento.
Comparadas com as pessoas que têm anorexia nervosa, as que têm bulimia nervosa tendem a ter maior consciência do seu comportamento e sentem remorsos ou culpabilidade. São mais propensas a partilhar as suas preocupações com o médico ou outro confidente. Geralmente, estas pessoas são mais extrovertidas e mais propensas a um comportamento impulsivo, como o abuso de drogas ou de álcool, e à clara depressão.
Diagnóstico e tratamento
O médico suspeita de bulimia nervosa se uma pessoa estiver demasiado preocupada com o aumento do seu peso, que apresenta grandes flutuações, em especial se existem sinais evidentes de uma utilização excessiva de laxantes. Outras pistas incluem tumefacções das glândulas salivares das maçãs do rosto, cicatrizes nos nós dos dedos por terem sido utilizados para induzir o vómito, erosão do esmalte dentário devido ao ácido do estômago e um valor baixo de potássio no sangue. No entanto, o diagnóstico dependerá da descrição do doente de um comportamento «comida excessiva-purga».
As duas abordagens de tratamento são a psicoterapia e os fármacos. É melhor que a psicoterapia seja feita por um terapeuta com experiência nas alterações do apetite, podendo ser muito eficaz. Um medicamento antidepressivo pode muitas vezes ajudar a controlar a bulimia nervosa, inclusive quando a pessoa não parece deprimida, mas a perturbação pode reaparecer quando a administração do fármaco é interrompida.
Para os mais curiosos ficam uns links: bulimia nervosa, comportamentos alimentares .

Sunday, January 21, 2007

Anorexia nervosa

A anorexia nervosa é uma perturbação caracterizada por uma distorção da imagem corporal, um medo extremo da obesidade, a rejeição de manter um peso mínimo normal e, nas mulheres, a ausência de períodos menstruais.
Cerca de 95 % das pessoas que sofrem desta perturbação são mulheres. Geralmente, começa na adolescência, por vezes antes, e menos frequentemente na idade adulta. A anorexia nervosa afecta primordialmente as pessoas de classe socioeconómica média e alta. Na sociedade ocidental o número de pessoas com esta perturbação tem tendência a aumentar.

A anorexia nervosa pode ser ligeira e transitória ou grave e duradoura. Fala-se em taxas letais tão altas como 10 % a 20 %. No entanto, como os casos ligeiros podem não ser diagnosticados, ninguém sabe exactamente quantas pessoas têm anorexia nervosa ou que percentagem morre dela.
A sua causa é desconhecida, mas os factores sociais parecem importantes. O desejo de ser magro é bastante frequente na sociedade ocidental e a obesidade é considerada pouco atraente, doentia e indesejável. Mesmo antes da adolescência, as crianças estão a par destas atitudes e dois terços das adolescentes seguem regimes ou adoptam outras medidas para controlar o peso. No entanto, só uma pequena percentagem destas meninas desenvolvem anorexia nervosa.

Anorexia
A distorção da imagem corporal destas doentes (inclusive depois de um regime dietético prolongado) faz com que tenham sempre a impressão de possuir peso a mais.


Sintomas
Muitas das mulheres que mais tarde desenvolvem anorexia nervosa são meticulosas e compulsivas, com metas muito altas de realização e de êxito. Os primeiros indicadores da iminência de uma perturbação são a crescente preocupação com a dieta e o peso corporal, inclusive entre aquelas que já são magras, como é o caso da maioria das pessoas com anorexia nervosa. A preocupação e a ansiedade intensificam-se à medida que emagrecem. Mesmo quando atinge a emaciação, a pessoa declara que se sente obesa, nega ter qualquer problema, não se queixa da ausência de apetite ou da perda de peso e em geral resiste ao tratamento. A pessoa não costuma ir ao médico até que os familiares a obriguem.
Anorexia significa «ausência de apetite», mas as pessoas com anorexia estão de facto esfomeadas e preocupadas com a alimentação, estudando regimes e calculando calorias; acumulam, escondem e desperdiçam a comida; coleccionam receitas e cozinham pratos elaborados para outros.
Cerca de 50 % das pessoas com anorexia nervosa ingerem uma quantidade excessiva de comida e a seguir provocam a si próprias o vómito ou administram laxantes ou diuréticos. A outra metade restringe simplesmente a quantidade de comida que ingere. A maioria pratica também um excesso de exercício para controlar o peso.
As mulheres deixam de menstruar, por vezes antes de terem perdido muito peso. Regista-se tanto nos homens como nas mulheres uma perda de interesse sexual. Têm caracteristicamente uma frequência cardíaca lenta, pressão arterial baixa, baixa temperatura corporal, inchaço dos tecidos por acumulação de líquidos (edema) e cabelo fino e suave ou então excessiva camada de pêlos nas faces e no corpo. As pessoas com anorexia que emagrecem muito tendem a manter uma grande actividade, incluindo a prática de programas de exercício intenso. Não têm sintomas de deficiências nutricionais e estão surpreendentemente livres de infecções. A depressão é habitual e as pessoas com esta perturbação mentem acerca do que comeram e escondem os seus vómitos e os seus hábitos alimentares peculiares.
As alterações hormonais que resultam da anorexia nervosa incluem valores de estrogénios e de hormonas tiróideas acentuadamente reduzidos e concentrações aumentadas de cortisol. Se uma pessoa está gravemente desnutrida, é provável que todos os órgãos principais sejam afectados. Os problemas mais perigosos são os relacionados com o coração e com os líquidos e os electrólitos (sódio, potássio, cloro). O coração fica débil e expulsa menos sangue. A pessoa pode desidratar-se e ter tendência para o desmaio. O sangue pode acidificar-se (acidose metabólica) e os valores de potássio no sangue podem descer. Vomitar e tomar laxantes e diuréticos pode piorar a situação. Pode ocorrer uma morte súbita devido ao aparecimento de ritmos cardíacos anormais.

Diagnóstico e tratamento
A anorexia nervosa é geralmente diagnosticada com base numa perda de peso acentuada e nos sintomas psicológicos característicos. A anoréctica típica é uma adolescente que perdeu pelo menos 15 % do seu peso corporal, receia a obesidade, deixou de menstruar, nega estar doente e parece saudável.
Geralmente, o tratamento faz-se em duas fases. A primeira é a restauração do peso corporal normal. A segunda é a psicoterapia, muitas vezes completada com fármacos.
Quando a perda de peso foi rápida ou intensa (por exemplo, mais de 25 % abaixo do peso ideal), a recuperação de peso é crucial; essa perda de peso pode pôr em perigo a vida. O tratamento inicial é geralmente levado a cabo num hospital, onde profissionais experimentados animam, calma mas firmemente, a doente a comer. Raramente, a doente é alimentada por via endovenosa ou através de um tubo colocado no nariz e que chega até ao estômago.
Quando o estado nutricional é aceitável, começa-se o tratamento a longo prazo, que deve ser feito por especialistas nas alterações do apetite. Este tratamento pode incluir psicoterapia individual, de grupo e familiar, assim como fármacos. Quando se diagnostica depressão, receitam-se antidepressivos. O tratamento tende a estabelecer um ambiente tranquilo, estável e interessado na pessoa, animando-a a consumir uma quantidade adequada de comida.


Para os mais curiosos ficam uns links: Anorexia nervosa, comportamentos alimentares .

Friday, January 19, 2007

Síndrome/Tensão pré-mentrual ou "Terror" P.M.


NAS RAPARIGAS, A PUBERDADE É MARCADA PELO APARECIMENTO DA MENARCA. A menarca é uma fase importante na vida da rapariga, que simboliza a passagem para a idade fértil e que deve ser acompanhada de perto pelos pais, para que eventuais dúvidas possam ser esclarecidas.

Normalmente, a primeira menstruação surge entre os 8 anos e meio e os 13 anos, sendo a idade média de aparecimento os 11 anos. Mas os pais devem estar muito atentos ao desenvolvimento das filhas, sendo aconselhável consultar o médico se aos 14 anos não tiver quaisquer manifestações de desenvolvimento que caracterizam a puberdade, seja em termos de ausência da primeira menstruação, de peito ou de pêlos. É igualmente aconselhável a visita ao ginecologista se a menarca aparecer antes dos 7 anos e meio.

O aparecimento do período menstrual é um sinal do normal funcionamento do organismo. Este prepara-se todos os meses para a gravidez: os ovários produzem óvulos que, quando atingem a maturidade, são transportados para o útero através das trompas de Falópio. Se o óvulo não for fertilizado pelo espermatozóide, é expelido pelo corpo através da menstruação. Todavia, a ginecologista alerta para o facto de as primeiras menstruações serem, em geral, irregulares e aconselha a consulta ao médico se a irregularidade persistir ou se a rapariga sofrer de dismenorreia, situação em que as dores menstruais são muito fortes.

Neste caso, o médico pode aconselhar o uso de analgésicos ou da pílula.

O fim da idade fértil

Muito diferente da menarca, a menopausa é a fase de transição entre a idade fértil e a idade infértil da mulher e surge em média aos 51 anos, sendo, no entanto, variável de mulher para mulher.
Esta fase caracteriza-se pelo desaparecimento da menstruação e ocorre quando os ovários deixam de produzir, total ou parcialmente, estrogénios, progesterona e androgénios.
É a falta destas hormonas que, salvo raras excepções, produz uma série de sintomas que afectam a qualidade de vida das mulheres. Eles são afrontamentos, sudação, irritabilidade, insónia, depressão e, entre muitos outros, falta de concentração. A terapêutica hormonal de substituição (THS) é um tratamento que ajuda as mulheres a ultrapassar a menopausa com uma melhor qualidade de vida. No fundo, vai substituir as hormonas que o organismo deixou de produzir.

Síndrome pré-menstrual

Muitas raparigas e mulheres são afectadas por um conjunto de sintomas físicos e psíquicos desencadeados pela menstruação. A esta sintomatologia dá-se o nome de síndrome pré-menstrual, tensão pré-menstrual ou até mesmo «terror pré-menstrual».

Cansaço, depressão, irritabilidade, dores nos seios, enxaquecas, aumento de peso devido à retenção de líquidos são os sintomas mais frequentes referidos por aquelas cuja síndrome pré-menstrual não passa despercebida.

Contudo, a sintomatologia pode variar de mês para mês e de mulher para mulher.A prática de exercício físico regular e a manutenção de uma dieta saudável, evitando os alimentos ricos em sal e açúcar, podem resolver algumas queixas.
Isoflavonas de soja
Relativamente às ocidentais, as mulheres orientais têm uma menor incidência de doenças como a osteoporose ou o cancro da mama, bem como os sintomas da menopausa. Este facto tem uma explicação. Deve-se à diferença nos hábitos alimentares das distintas populações. Acontece que a dieta oriental é rica em soja. À primeira vista pode parecer um factor sem importância. Mas, segundo demonstram alguns estudos, a soja contém substâncias que desenvolvem uma acção semelhante à dos estrogénios presentes na mulher antes da menopausa.

É, pois, através dos fitoestrogénios, ou isoflavonas, que as mulheres readquirem o equilíbrio hormonal. Equilíbrio este perdido na menopausa. Assim, resultam numa alternativa válida para as mulheres que apresentem contra-indicações à THS.Quanto às acções das isoflavonas, entre muitas, devemos destacar a prevenção, redução ou eliminação dos sintomas da menopausa, a prevenção e redução do risco de osteoporose e, eventualmente, a prevenção e redução do risco de cancro da mama, do endométrio e do ovário.

Thursday, January 18, 2007

Amenorreia

A amenorreia é a ausência completa de menstruação, quer seja porque nunca tenha aparecido anteriormente (amenorreia primária), quer porque foi interrompida depois de ter aparecido (amenorreia secundária).
A ausência de fluxo menstrual só é normal antes da puberdade, durante a gravidez, durante a amamentação e depois da menopausa.
Causas
A amenorreia pode ser provocada por uma anomalia no cérebro, na glândula hipófise, na glândula tiróide, nas glândulas supra-renais, nos ovários ou em qualquer parte do aparelho reprodutor. Normalmente o hipotálamo (uma pequena parte do cérebro localizada precisamente por cima da hipófise) ordena à hipófise que liberte hormonas que, por sua vez, provocam a libertação de óvulos pelos ovários. Em determinadas doenças, a produção anormal de certas hormonas hipofisárias evita que se libertem os óvulos (ovulação) e pode alterar a sequência de libertação hormonal que provoca a menstruação. Da mesma forma, os valores elevados ou baixos de hormonas tiróideas podem causar amenorreia, reduzir a frequência das menstruações ou impedir o seu início. Na síndroma de Cushing a excessiva produção de cortisol, uma hormona corticosteróide, pelas glândulas supra-renais provoca o desaparecimento da menstruação ou faz com que um ciclo menstrual seja irregular.
O exercício físico extenuante também pode suprimir as menstruações. Provavelmente, o exercício origina uma redução da secreção das hormonas hipofisárias que estimulam os ovários, pelo que estes produzem menos estrogénios e, consequentemente, o fluxo menstrual é interrompido. A ausência de menstruação também pode ser devida a problemas do útero, como uma mola hidatiforme (um tumor na placenta) ou a síndroma de Asherman (substituição do revestimento interno uterino ou endométrio por tecido cicatricial devido a uma infecção ou a uma intervenção cirúrgica).
Algumas mulheres não atingem nunca a puberdade; portanto, a menstruação não se inicia. As causas incluem um defeito de nascença que provoca um desenvolvimento anormal do útero ou das trompas de Falópio e certos problemas cromossómicos (por exemplo, a síndroma de Turner, na qual as células contêm apenas um cromossoma X em vez de dois). Uma causa muito pouco frequente é o pseudo-hermafroditismo masculino, ou seja, uma pessoa que é geneticamente homem converte-se em mulher. Uma menina que não manifeste sinais de puberdade aos 13 anos, que não tenha tido a menstruação aos 16 anos ou que não tenha tido nenhum fluxo menstrual 5 anos depois de ter iniciado a puberdade deverá ser examinada para se excluir a existência de qualquer problema clínico.
Sintomas
Os sintomas variam conforme a causa da amenorreia. Por exemplo, se a causa foi o não se chegar à puberdade, os sinais normais desta (como o crescimento mamário, o pêlo púbico e axilar e as mudanças na forma do corpo) estarão ausentes ou só parcialmente presentes. Se a causa for uma gravidez, os sintomas são enjoos pela manhã e o aumento do volume abdominal. Se os valores da hormona tiróidea forem elevados, os sintomas são uma frequência cardíaca acelerada, ansiedade e pele quente e húmida. A síndroma de Cushing faz com que a cara fique com um aspecto arredondado (cara em lua cheia), o abdómen aumente de volume e as pernas e os braços se adelgacem. Algumas causas, como a síndroma de Asherman, não apresentam sintomas e só se manifestam como uma interrupção da menstruação. Na síndroma do ovário poliquístico aparecem algumas características masculinas, como o pêlo facial, e o ritmo menstrual é irregular ou até desaparece.
Diagnóstico e tratamento
O diagnóstico é baseado nos sintomas e na idade da paciente. Durante o exame físico, o médico pode confirmar se a puberdade surgiu normalmente e também procura sinais doutras causas da amenorreia. Conforme a causa de que desconfie, pode fazer vários testes, como medir os valores das hormonas hipofisárias, dos estrogénios, das hormonas tiróideas ou do cortisol numa amostra de sangue. Pode também fazer uma radiografia do crânio para determinar se o espaço ocupado pela hipófise aumentou devido a um tumor. Da mesma forma, a tomografia axial computadorizada (TAC) ou a ecografia são úteis para localizar um tumor nos ovários ou nas glândulas supra-renais.
Sempre que for possível, as causas específicas são tratadas, como, por exemplo, a extirpação de um tumor que produz hormonas. No entanto, não há um tratamento eficaz para a síndroma de Turner ou outras anomalias genéticas.

Se a menstruação nunca tiver começado e todos os testes forem normais, efectua-se um exame de 3 em 3 ou de 6 em 6 meses para fazer um acompanhamento do avanço da puberdade. Para ajudar a iniciar o fluxo menstrual, pode ser administrada progesterona e, talvez, também estrogénios; estes últimos são indicados para induzir as alterações da puberdade nas raparigas que não tenham tido desenvolvimento mamário nem tenham pêlo púbico ou axilar e que não os podem desenvolver de forma espontânea.

Wednesday, January 17, 2007

Doença de Parkinson

O que é?
A Doença de Parkinson é uma doença crónica que afecta o sistema motor, ou seja, que envolve os movimentos corporais, levando a tremores, rigidez, lentificação dos movimentos corporais, instabilidade postural e alterações da marcha.
Como acontece?
A doença surge quando os neurónios (células nervosas) de uma determinada região cerebral, denominada substância negra, morrem, sendo que, quando surgem os primeiros sintomas, já há perda de 70 a 80% destas células. Em condições normais, estas células produzem dopamina, um neurotransmissor que ajuda a transmitir mensagens entre as diversas áreas do cérebro que controlam o movimento corporal. Assim, quando as células da substância negra morrem, os níveis de dopamina tornam-se anormalmente baixos, o que leva a dificuldades no controlo do tónus muscular e movimentos musculares, afectando, portanto, os músculos quer durante o repouso quer quando em actividade.
Por que acontece?
Até agora, a razão porque algumas pessoas desenvolvem a doença e outras não, não foi determinada. Há quem defenda que tudo se deve aos chamados radicais livres, que são moléculas produzidas no nosso corpo em resultados das normais reacções metabólicas, e que, eventualmente, podem provocar lesões cerebrais através de um processo denominado oxidação. Outros, acreditam que esta doença se deve ao efeito tóxico de certas drogas, o que é suportado pela evidência de uma associação desta doença com o abuso de uma droga muito popular na década de 70. Para além disto, outras provas relacionaram a doença de Parkinson com certas toxinas ambientais, nomeadamente com os pesticidas, uma vez que se encontraram taxas de incidência mais altas em áreas rurais onde as pessoas bebem água proveniente de poços. Finalmente, pensou-se que a doença poderia ter uma base genética, como foi documentado num estudo que se fez de uma família na qual a doença afectava várias gerações, mas até agora todos os outros estudos realizados não detectaram qualquer anormalidade genética.
Em quem ocorre?
A nível mundial esta doença atinge cerca de 1 a 2 pessoas em cada 1000, sendo mais frequente nos europeus e norte-americanos do que nos asiáticos ou africanos. Surge, geralmente, no final da meia idade, tendo o seu início, tipicamente, por volta dos 60 anos, contudo em cerca de 5% dos doentes a doença tem início precoce, surgindo antes dos 40 anos. Esta doença é ligeiramente mais frequente nos homens do que nas mulheres.
Como se manifesta?
A manifestação inicial da doença é, geralmente, um tremor ligeiro numa mão, braço ou perna que ocorre, normalmente, a uma frequência de três por segundo quando extremidade afectada está em repouso mas, que pode aumentar em momentos de tensão. Tipicamente, o tremor melhora quando o paciente move voluntariamente a extremidade afectada e pode, mesmo, desaparecer durante o sono. À medida que a doença progride, o tremor torna-se mais difuso, acabando, eventualmente, por afectar as extremidades de ambos os lados do corpo.
Para além do tremor, que classicamente caracteriza a doença, surgem ainda outros sintomas, nomeadamente rigidez das extremidades, lentificação dos movimentos corporais voluntários (bradicinésia), instabilidade postural e alterações da marcha.
Quando a bradicinésia afecta os músculos faciais, leva a que o doente se babe, perturba o normal piscar dos olhos e interfere com a mímica facial (expressões), podendo acabar por originar uma face semelhante a uma máscara, isto é, inexpressiva. Quando atinge outros músculos, a bradicinésia pode afectar a capacidade do paciente em cuidar de si próprio, nomeadamente de se lavar e vestir ou utilizar os talheres ou, de realizar as normais tarefas domésticas, como lavar a loiça ou a roupa.
Os problemas com o equilíbrio e a instabilidade postural podem tornar muito difíceis actos tão simples quanto o sentar-se ou levantar-se de uma cadeira e o andar pode implicar pequenos passos, arrastados, geralmente, sem o normal movimento pendular dos braços. Nalguns pacientes surgem, ainda, alterações da escrita, sendo que a letra se torna pequena, tremida e, muitas vezes, ilegível.

Para além de tudo isto, ainda estão associados à Doença de Parkinson outros sintomas, incluindo:
depressão;
ansiedade;
alterações do sono;
perda de memória;
discurso indistinto;
dificuldades de mastigação e deglutição;
obstipação;
perda do controlo vesical;
regulação anormal da temperatura corporal;
aumento da sudação;
disfunção sexual;
cãibras, entorpecimento, formigueiros (parestesias) e dores nos músculos.
Como se trata?
Apesar de não haver, actualmente, uma cura para a Doença de Parkinson, os sintomas podem ser controlados através de diversos tipos de medicações. Assim, numa primeira fase poder-se-à recorrer ao uso de amantadina (Parkadina®), com ou sem associação a fármacos anticolinérgicos, como o trihexifinidilo (Artane®) ou a benzatropina (Cogentin®). A amantidina actua ao promover a libertação da dopamina no interior do cérebro, pelo que só actua enquanto ainda houver alguns neurónios a produzirem aquele neurotransmissor, deixando depois de actuar. Então, nesta fase subsequente da doença, tem de se recorrer a outro tipo de medicação, utilizando-se, geralmente, a levodopa, um percursor que é convertido em dopamina a nível cerebral, e que é geralmente prescrita em associação com carbidopa (Sinemet®). Para além destas existem ainda outras formas de medicação, incluindo agonistas dopaminérgicos, isto é, fármacos que imitam quimicamente a acção da dopamina, como a bromocriptina (Parlodel®), o pergolide (Permax®) ou o ropinirol (Requip®) e, fármacos conhecidos como inibidores da catecol-O-metiltransferase, como o entocapone (Comtan®),que como o prório nome indica, inibem esta enzima que é responsável pela degradação da dopamina e levodopa, pelo que ao inibi-la consegue-se aumentar a concentração daquelas substâncias no cérebro.
Para além de tudo isto, ainda há a considerar a selegilina (Jumex®), que se acredita poder ser útil numa fase precoce da doença, quando ainda há neurónios na substância negra a produzirem dopamina, uma vez que se pensa que este fármaco tem um efeito protector sobre aquelas células, protelando, assim, a evolução da doença e a necessidade de iniciar o tratamento com levodopa.
Por último, há que referir que medidas gerais, como a prática regular de exercício físico e uma dieta equilibrada podem contribuir para melhorar o bem estar destes pacientes e também o controlo corporal.
O que esperar?
A Doença de Parkinson é uma afecção não reversível, que se prolonga por toda a vida. No entanto, a qualidade de vida dos doentes pode ser, substancialmente, melhorada com a utilização da medicação, sendo que, por exemplo, com a levodopa há uma redução dos sintomas em cerca de 75% dos pacientes.

Tuesday, January 16, 2007

Incontinência urinária

A Saber...
O que é?
Chama-se incontinência urinária à incapacidade de controlar o esvaziamento da bexiga ou de aguardar pelo momento e o lugar adequado para o fazer.
O seu médico pode ajudá-lo a controlar a sua bexiga, reduzindo os incómodos e as limitações que a incontinência causa na sua vida diária.
O seu tipo de incontinência pode ser reconhecido pelo seu médico após falar abertamente sobre as suas queixas.
Incontinência de esforço: quando perder urina a rir, espirrar ou tossir. Nas mudanças de posição (pôr-se em pé por exemplo) ou fazer ginástica ou correr, etc.
Incontinência por imperiosidade: a perda de urina neste caso é acompanhada de uma vontade “imperiosa”, forte e urgente, que não se consegue controlar. Urinar muito frequentemente (mais de oito vezes durante um dia). Levantar-se muitas vezes durante a noite para urinar e/ou ainda deitado perder urina.
Incontinência mista: o doente apresenta uma incontinência de esforço associada a uma incontinência por imperiosidade.
Há algumas medidas que apesar de simples podem trazer benefícios: espaçar a ingestão de líquidos, evitar comer alimentos que possam irritar a bexiga (por exemplo os picantes, os condimentos, o café, as bebidas gaseificadas e alcoólicas), zelar por um bom funcionamento intestinal, promover um esvaziamento da bexiga frequente e completo. Exercícios de estimulação dos músculos pélvicos podem ajudar a reforçar os mecanismos de encerramento da bexiga. Estes exercícios são úteis não só na incontinência de esforço mas também na por imperiosidade.
Para mais curiosos fica um link: Incontinência urinária

Monday, January 15, 2007

Cancro do útero

Apesar de ser frequentemente conhecido como cancro do útero, também se denomina carcinoma endometrial, porque começa no endométrio (revestimento interno do útero). É o quarto cancro mais frequente entre as mulheres e o mais frequente do aparelho reprodutor feminino. Desenvolve-se depois da menopausa, sobretudo nas mulheres entre os 50 e os 60 anos. Pode disseminar-se (metastatizar-se) tanto de forma local como geral: do útero para o canal cervical, do útero para cima até às trompas de Falópio e aos ovários, pela zona que rodeia o útero, pelos vasos e gânglios linfáticos (sistema linfático), que transportam a linfa de todo o corpo até à corrente sanguínea, ou através da circulação sanguínea até às partes mais distantes do organismo.

Sintomas e diagnóstico
As hemorragias anormais provenientes do útero são o sintoma inicial mais frequente. A hemorragia pode surgir depois da menopausa, ou então pode ser uma hemorragia recorrente, irregular ou abundante nas mulheres que ainda menstruam. Uma em cada três mulheres com hemorragia uterina depois da menopausa tem este tipo de cancro. Devido ao facto de se poder tratar de um cancro, uma hemorragia anormal pela vagina depois da menopausa exige uma pronta atenção médica.
Para diagnosticar este cancro são usados vários métodos: o teste de Papanicolaou (Pap), que detecta a presença de células cancerosas no colo do útero, pode ser útil, embora possa não reconhecer as referidas células em um em cada três casos, quando se trata de um cancro do útero. Consequentemente, nestes casos os médicos também podem fazer uma biopsia do endométrio ou uma raspagem, através das quais se extrai uma amostra de tecido do revestimento interno do útero para a examinar ao microscópio.
Se os resultados da biopsia ou da raspagem confirmarem a presença de um cancro endometrial, podem ser feitas provas adicionais para saber se se expandiu para além do útero. Os exames seguintes podem proporcionar informação útil e ao mesmo tempo podem ajudar a definir o tratamento mais adequado: a ecografia, a tomografia axial computadorizada (TAC), uma cistoscopia (uma observação da bexiga através de um tubo), o clister com papa de bário, uma radiografia ao tórax, uma pielografia endovenosa (uma radiografia que permite ver os rins e os ureteres), uma gamagrafia dos ossos e do fígado, uma sigmoidoscopia (um exame do recto através de um tubo) e uma linfografia (uma radiografia dos vasos linfáticos nos quais se injectou um contraste). Nem todos estes exames são necessários em todos os casos.

Tratamento
A histerectomia, que consiste na extirpação cirúrgica do útero, é a base do tratamento de uma mulher com este tipo de cancro. Se o cancro não se tiver propagado para além do útero, a histerectomia é quase sempre curativa. Durante a operação, o cirurgião extrai normalmente as trompas de Falópio, os ovários (salpingooforectomia) e os gânglios linfáticos adjacentes. Em seguida, um anatomopatologista examina todos estes tecidos para descobrir se o cancro se espalhou e até onde o pode ter feito e, deste modo, poder decidir se é necessária a radioterapia depois da intervenção cirúrgica.

Hemorragia uterina anormal
O cancro do útero ou do colo uterino pode ser uma causa de hemorragia uterina anormal.


Embora o cancro pareça limitado, o médico pode aconselhar a administração de fármacos (quimioterapia) depois da cirurgia para o caso de terem ficado algumas células cancerosas que não tivessem sido detectadas. Geralmente, empregam-se hormonas que interrompem o crescimento do cancro. A administração de progestagénios (a partir da progesterona, uma hormona feminina que bloqueia os efeitos dos estrogénios e, de outras hormonas semelhantes) costuma dar bons resultados.
Se o cancro se tiver expandido para fora do útero, é possível que sejam necessárias doses mais altas de progestagénios, já que reduzem o tamanho do cancro até 40 % nas mulheres com metástases e controlam a sua expansão durante 2 a 3 anos. O tratamento pode continuar indefinidamente se for eficaz. Os efeitos secundários destes fármacos incluem aumento de peso pela retenção de líquidos e, por vezes, depressão.
Se o cancro se tiver expandido ou não responder ao tratamento hormonal, podem ser acrescentados outros fármacos (como a ciclofosfamida, a doxorrubicina e o cisplatino). Estes fármacos, que são muito mais tóxicos do que os progestagénios, têm muitos efeitos secundários. Por isso, antes de escolher um determinado tratamento avaliam-se cuidadosamente os riscos e os benefícios da quimioterapia anticancerosa.
Do total das mulheres afectadas, quase dois terços sobrevivem e não manifestam sinais de cancro 5 anos depois do diagnóstico, menos de um terço morre por causa desta doença e quase uma décima parte sobrevive mais tempo, embora continue a ter o cancro. Se o cancro é descoberto nas suas primeiras fases, quase 90 % das mulheres têm uma esperança de vida de, pelo menos, 5 anos e a maioria cura-se.
O índice de sobrevivência é maior nas mulheres mais jovens, naquelas cujo cancro não ultrapassou o útero e quando o cancro tem um crescimento mais lento.

Factores de risco do cancro do útero
Menopausa depois dos 52 anos
Problemas menstruais (como, por exemplo, sofrer hemorragias excessivas, perdas de sangue entre períodos menstruais ou passar longos intervalos sem menstruação)
Não ter tido filhos
Exposição a elevados níveis de estrogénio (a principal hormona feminina) a partir de tumores secretores de estrogénios ou elevadas doses de fármacos que os contenham, como a terapia de reposição de estrogénios sem progesterona depois da menopausa
Tratamento com tamoxifeno
Obesidade
Tensão arterial elevada (hipertensão)
Diabetes

Para as mais curiosas fica um link para consulta: Cancro do útero

Diagnóstico das doenças da próstata

Este post surge inspirado num post que fala de "toque"...Homens este post hoje é decicado a vocês...mulheres amanhã é a vossa vez...:)
A. A QUEM SE DEVE DIRIGIR SE TEM DIFICULDADES URINÁRIAS?
O médico especialista em patologia prostática é o urologista. Este especialista realizará exames adequados para conseguir um diagnóstico correcto do seu problema, e fundamentalmente avaliará a presença ou ausência dum cancro da próstata.Que tipo de exames efectuará o médico?
Em primeiro lugar, o seu urologista realizar-lhe-á uma HISTÓRIA CLÍNICA COMPLETA onde não faltarão as seis perguntas diagnósticas básicas na patologia prostática:
Tem que fazer força para começar a urinar?
Tem perdido força no jacto urinário?
O jacto é intermitente?
Tem a sensação de não esvaziar completamente a bexiga ao terminar de urinar?
Tem que urinar antes de duas horas depois da última vez que urinou?
Tem dificuldade em atrasar ou reter a micção? Para além destas perguntas, o médico perguntar-lhe-à :
Tem tido febre (prostatites)?
Tem urinado sangue?
Desde quando tem os sintomas?
Tem dores perineais, nos rins ou nos ossos?
Tem perdido peso ou força?

B.EXAME FÍSICO. TOQUE RECTAL

Por rotina, será efectuado um exame básico geral, onde se avaliará:
Se existe palidez devida a anemia.
Se existem dores nos rins, efectuando uma punho-percurssão.
Se há urina retida na bexiga, que se manifesta por uma massa palpável ao nível da bexiga denominada “globovesical”. A seguir examinará a próstata através do toque rectal. O toque rectal realiza-se com o dedo indicador enluvado e bem lubrificado. Através do toque rectal será examinado:

-Tamanho e forma da próstata
-Consistência (dureza) da próstata.
-Sensibilidade da próstata.

-Se é muito dolorosa, incómoda ou assintomática à pressão com o dedo.

-Tónus do esfingter anal.

Fig. 5 toque rectal

No adulto jovem, o tamanho e forma da próstata é parecido com uma castanha, de superfície lisa e limites bem delimitados.

A consistência de uma próstata normal é firme e elástica, comparável a uma bola de ténis.

Na HBP, o toque rectal evidencia um aumento generalizado da glândula prostática, que é lisa, firme e elástica.

Apesar disto, o grau de obstrução e as dificuldades urinárias não se podem deduzir do tamanho da próstata. Assim, doentes com próstatas muito grandes podem apresentar obstruções leves da uretra, e outros com próstatas pequenas ao toque rectal podem apresentar uma importante sintomatologia obstrutiva com dificuldades em urinar.
Os doentes com prostatite bacteriana aguda apresentam febre e perturbações urinárias e ao toque rectal a próstata está quente, muito dolorosa, aumentada de tamanho e com características inflamatórias.
Por sua vez, na prostatite bacteriana crónica, a próstata apresenta uma consistência irregular, com pequeno aumento do tamanho e às vezes incomoda ao ser pressionada.
O toque rectal é uma prova diagnóstica fundamental na pesquisa do cancro da próstata, embora como podemos ver na fig.5, só seja avaliada uma pequena parte da glândula prostática (a ponta do iceberg) pelo que, se nada for detectado através do toque rectal, esse facto não permite excluir a existência de cancro da próstata.

Nestes casos, sentir-se-à uma próstata aumentada de tamanho de forma irregular. Assimétrica e com zonas duras (nódulos).A probabilidade de um nódulo prostático detectado por toque rectal ser maligno é de 50%. Em estádios avançados existe uma má delimitação da próstata devido á extensão para os tecidos periprostáticos e vesículas seminais.
Curiosidade:
A HBP é uma doença que se inicia sem apresentar sintomas. Por isso, convém que, a partir dos 50 anos, todos os homens sejam submetidos a uma revisão periódica para determinar o estado da próstata.
Se apresenta perturbações ou dificuldades urinárias deve dirigir-se ao urologista.
É importante estabelecer um diagnóstico precoce dos problemas da próstata. Isto permitirá diferenciar entre a HBP e o cancro da próstata e detectar ambas as doenças na sua fase inicial, evitando complicações mais graves.
O toque rectal ofecere informação sobre as características da próstata ajudando a diferenciar entre a HBP e o cancro.
Para os mais curiosos fica o link para consulta: Doenças da próstata

Sunday, January 14, 2007

Alimentação saudável

Visto ter observado a vontade de alguns amigos quererem perder uns quilitos e outros ganharem, fica a aqui umas dicas sobre alimentação saudável.

Uma boa alimentação deve contribuir para o nosso bem-estar e possibilitar máxima saúde, isto é, deve manter o peso dentro de valores aceitáveis e estimular o organismo a defender-se de doenças. Deve, ainda, ser repartida ao longo do dia e ser equilibrada, do ponto de vista energético, fornecer a quantidade de água indispensável à vida e respeitar as proporções sugeridas pela Pirâmide dos Alimentos.Deve também fornecer todos os nutrientes necessários ao organismo (nutrientes energéticos, vitaminas, minerais, fibras, antioxidantes) e servir-se de formas culinárias apropriadas, que permitam tirar um maior proveito dos alimentos, predigerindo-os e melhorando o seu sabor e textura.
O tratamento alimentar para emagrecer deve seguir as regras duma boa alimentação e deve ser seguido um
Plano Alimentar, adaptado a cada caso.
Do tratamento alimentar para emagrecer deve fazer parte uma culinária saborosa, atraente e, em particular, respeitar uma forma de
cozinhar com pouca gordura, no sentido de diminuir a ingestão calórica pelo consumo excessivo de gordura.

Fica aqui recomendado um site com conteúdos para os mais curisosos : Emagreça com saúde
ps:clica nos link de cor laranja...

Saturday, January 13, 2007

Como saber o peso ideal?

Clica no link "peso"

Peso

Uma curiosidade sobre flatulência...

Tipos de Peidos

Político- Peida e promete que vai cagar.
Malvado- Peida e põe a culpa nas criancinhas.
Viciado- Peida, sente o cheiro e fica apanhado.
Romântico- suspira de um cu apaixonado.
Turco- Peida de uma só vez para economizar.
Patriota- Levanta-se para peidar.
Oportunista- Aproveita o peido dos outros para soltar o seu.
Sentimental- Peida e suspira.
Infantil- Peida na água para fazer bolinhas.
Tumultuador- Peida no grupo e sai de fininho.
Cínico- Peida e pergunta quem se peidou.
Indignado- Peida e não se conforma.
Fingido- Peida e fica sério.
Cavalheiro- Responsabiliza-se pelo peido da namorada.
Cara de pau- Peida, sente o cheiro e ainda reclama.
Precavido- Peida aos poucos para evitar cagar.
Orgulhoso- Peida e confessa que peidou.
Desastrado- Vai peidar e caga.
Mentiroso- Peida e nega tudo.
Curioso- Peida e pergunta como fez aquilo.
Descarado- Peida e põe a culpa nos outros.
Artista- Ensaia antes de peidar.
Ingênuo- Peida sem saber.
Convencido- Peida e diz que o seu peido é o mais fedido.
Intelectual- Peida e diz que "expeliu gazes".
Comodista- Peida sem se mexer.
Incendiario- Acende um fósforo antes de peidar.
Desconfiado- Peida dentro do autocarro e fica a olhar para os lados.
Corajoso- Avisa que vai se peidar.
Liberal- Peida-se na frente dos outros.
Discreto- Peida sem fazer barulho.
Egoísta- Peida debaixo das cobertas para sentir o cheiro sozinho.
Tímido- Tem vergonha de peidar ( mesmo quando esta só).
Frustrado- Peida e não se sente satisfeito.
Insensível- Caga nas calças e pensa que peidou.
Senível- Peida e tem a sensação de estar a cagar.
Sádico- Peida dentro do elevador com outros dentro.
Medroso- Peida com medo do barulho.
Azarado- Vai peidar baixinho e acaba por fazer um estrondo.
Irresponsável- Esta com diarreia e arrisca um peido.
Assassino- Enforca o peido.
Delegado- Prende o peido.
Peido leproso- Peida e vai buscar o cú na esquina.

Com este post encerro esse tema...)

As 4 fases liquidas da vida


Perguntas SFF...:)

Vá ja abri o consultório...perguntem lá...:):) tou a espera....

Friday, January 12, 2007

Primeira questão:gostava de saber porque é que os gajos dão peidos.Será uma doença?Contagia?


Flatulência mais conhecida por "peidos"...:)

A flatulência é a sensação de ter maior quantidade de gases no tracto gastrointestinal.
O ar é um gás que pode ser engolido juntamente com os alimentos. O deglutir de pequenas quantidades de ar é normal, mas algumas pessoas fazem-no em grandes quantidades de forma inconsciente, sobretudo em estados de ansiedade. A maior parte do ar engolido é posteriormente arrotado (eructação); só uma pequena quantidade passa do estômago para o resto do tracto gastrointestinal. A deglutição dum grande volume de ar provoca uma sensação de saciedade, gerando arrotos excessivos ou expulsando o ar pelo ânus.
No aparelho gastrointestinal formam-se outros gases de várias formas. O hidrogénio, o metano e o anidrido carbónico são produzidos pelo metabolismo bacteriano dos alimentos no intestino, especialmente depois da ingestão de alguns tipos de alimentos como os feijões e as couves. As pessoas com deficiência dos enzimas que fragmentam certos açúcares também têm tendência para produzir grandes quantidades de gás quando ingerem alimentos que contêm esses açúcares. A deficiência de lactase, a diarreia tropical (sprue) e a insuficiência pancreática levam à produção de grandes quantidades de gás.
O corpo elimina os gases através dos arrotos, absorve-os através das paredes do tracto gastrointestinal e para o sangue (e excreta-os posteriormente através dos pulmões) ou expulsa-os pelo ânus. As bactérias do aparelho gastrointestinal também metabolizam alguns gases.
Sintomas
Crê-se que a flatulência costuma provocar dor abdominal, distensão, arrotos e expulsão excessiva de gases pelo ânus. No entanto, não se conhece a relação exacta entre a flatulência e qualquer destes sintomas. Há quem pareça ser particularmente sensível aos efeitos dos gases do aparelho gastrointestinal; outros podem tolerar grandes quantidades deles sem ter sintomas.
A flatulência pode provocar arrotos repetidos. Expulsam-se gases através do ânus mais de 10 vezes por dia, mas a flatulência pode ocasionar maior expulsão de gases. Os lactentes com cólicas abdominais por vezes expulsam grandes quantidades de gases. Não se sabe ao certo se estas crianças produzem de facto mais gases ou se, simplesmente, são mais sensíveis a esta situação.
Tratamento
A distensão e os arrotos são difíceis de aliviar. Se o principal problema forem os arrotos, a redução da quantidade de ar engolido pode ajudar. No entanto, isto pode ser difícil porque a deglutição de ar é, normalmente, um acto inconsciente. Pode também ajudar evitar mascar pastilha elástica e comer mais devagar e num ambiente calmo.
Quem tiver arrotos ou expulsar gases pelo ânus de forma excessiva pode precisar de mudar a alimentação, evitando alimentos difíceis de digerir. Para saber quais são os alimentos causadores do problema pode ser necessário eliminar um alimento ou um grupo de alimentos de cada vez. Pode-se começar por eliminar o leite e os produtos lácteos, depois as frutas e certos vegetais e, posteriormente, outros alimentos. Os arrotos podem resultar da ingestão de bebidas carbonatadas ou de antiácidos como o bicarbonato de sódio.
A administração de fármacos pode ajudar a reduzir a produção de gases, embora normalmente não sejam muito eficazes. A simeticone, presente em alguns antiácidos e também disponível de forma isolada, proporciona um certo alívio. Às vezes outros fármacos, como outros tipos de antiácidos, a metoclopramida e o betanecol, ajudam. A ingestão de mais fibra melhora os sintomas em alguns casos, mas piora-os noutros.
Aqui está a tua resposta...:) venham mais...

"venham elas...."


Para além das minhas divagações e etc...pretendo fazer deste espaço um espaço de partilha de opiniões, de todo o tipo de temas...o ideal seriam temas pertinentes relacionados com a minha área, e que me obrigem a fazer pesquisa...por isso estou receptiva a todo o tipo de questões...:):) Venham elas...:):)

A enfermeira


Faz precisamente 6 meses que euzinha, ci, me licenciei em enfermagem...e faz neste momento 6 meses que estou desempregada...:( com este blog pretendo descobrir um pouco o véu da outra ci...mais realista, menos sonhadora, mais responsável...sejam bem vindos a este espaço...).
Visto que eu estou desempregada vou ter mais que tempo para fazer deste espaço o meu arquivo de memórias de vida académica e vida profissional...aqui espero expor as minhas dúvidas, e indignações em relação a minha profissão...a verdade é que a enfermagem é uma profissão em mudança e dinámica, e vou ter que correr atrás dela...ou ainda me foge...:)